Uma semana que não sai da minha cabeça...

terça-feira, 5 de maio de 2009

Vive la Fete - Noir Desir

Sabe quando uma música fica batendo na cabeça sem descanso? E o pior é que você não sabe cantar a música ai fica soltando grunidos estranhos.

Pois é...

Amigos para te matar de rir! DR

sexta-feira, 17 de abril de 2009


Ricardo diz:
Eu sou legalzinho até vai

Paty (A Japa) diz:
Não sei, tenho dúvidas

Ricardo diz:
chiunf + snif...rs
Pergunta pra minha mãe. Ela vai falar que eu sou um anjo

Paty (A Japa) diz:
Não... eu já perguntei pra Gi e pra Vivi...e mais a minha opinião mais a da Poly
vc tah na negativa

Ricardo diz:
Iiiish

Elas repararam que eu roubei as calcinhas delas né? E os sapatos de salto alto... eu sabia que algum dia eu seria pego

Você quis investigar o caso....

A Vivi reclamou daquele salto vermelho né, a Gi deve ter comentado da calcinha da Hello Kitty... Você juntou as peças

Paty (A Japa) diz:
Ai Ri, que decepção.

Ricardo diz:
A sua opinião eu não sei (não vou me acusar sem saber o que você já reparou que eu levei rs), e da Poly deve ser por causa da saia que levei...

Preciso de um sutiã com ferrinhos embaixo, ta ficando grande, to ficando gordo

Paty (A Japa) diz:
Uma cinta seria o ideal pra vc..
Daquelas que prendem a gordura

Ricardo diz:
Sim, sim

Paty (A Japa) diz:
As fotos, cadê?

Ricardo diz:
Me xingou, me negativou, me zuou....e ta cobrando. Caaalma...

Paty (A Japa) diz:
Vc merece tudo, cada ofensazinha minha vc merece... le odeo!

Ricardo diz:
Nunca fiz mal a ninguém
Nem a você, Gi, Poly, Vi, snif (vou olhar para o horizonte, apoiado na janela, em pose de novela)

Paty (A Japa) diz:
Vc roubou a calçinha da Gi e da Poly... e o sapato da Vivi!

Ricardo diz:
você sofreu muito na minha mão nesses anos de casamento, não acredita mais em mim, vai de 0 a 100 em 1 segundo, benhê... Não fica assim, pela Beatriz e pelo Paulinho..

Nossos filhos merecem um ambiente melhor.
(2 min, ah em dois min da pra eu respirar, piscar e abrir as fotos)

Paty (A Japa) diz:
Vc q é um egoísta... não liga pros meus sofrimentos.. nem o das crianças.... Nunca faz nada que eu peço. Eu vivo pra lavar as suas cuecas e vc ainda some com as minhas calçinhas

Depois ainda coloca as crianças no meio da briga?

Ricardo diz:
Primeiro você não lava cueca nenhuma, pois você sabe muito bem que eu uso só as suas calcinhas

Paty (A Japa) diz:
As minhas calçinhas!!! Ingrato!

Ricardo diz:
Aquela vez que você pediu pra eu depilar o peito, você lembra?! eu depilei, aproveitei e até depilei as pernas e a bunda

As crianças estão do meu lado, você que fica com colher de pau ameaçando bater na gente, sua loca

Eu já tomei panelada na cabeça, pois você reclamou que eu não gostei do seu ensopado de abobrinha com pickles

Paty (A Japa) diz:
Alias vc tem que parar de usar as minhas roupas.. vc já esta influenciando negativamente o Paulinho..

Ricardo diz:
Ta vendo, acabou de admitir que não lava cueca nenhuma... Falsa!

Paty (A Japa) diz:
Outro dia eu peguei ele no banheiro tentando colocar um O.B... Imagina onde?

Ricardo diz:
No nariz...

Pois tava sangrando o nariz dele e ele é inteligente
Ele pensou que era pra isso

Criança é assim... Criança é pura

Paty (A Japa) diz:
E o ensopado de abobrinha com pickles é uma receita da minha avó

Ricardo diz:
Sua vó é cozinheira de presídio Paty, você deveria ter reparado que esse prato não era bom... Tanto que ela lhe ensinou a servir armada.

Paty (A Japa) diz:
Não fala assim da minha avozinha. Ela era uma ótima cozinheira.

Ricardo diz:
Sim, ok (viu como eu respeito)
(diferente de outras pessoas que nao respeitam)

Paty (A Japa) diz:
Fazia uma lasanha de fígado com quiabo q era uma delicia

Paty (A Japa) diz:
COMO ASSIM NÃO RESPEITO?

Ricardo diz:
Coitado do Paulinho que compra a merenda no colégio e come só metade pra comer o resto escondido antes do jantar. Só pra nao comer muito da sua salada de chicória.

Paty (A Japa) diz:
Da próxima vez.. Vc compra seu próprio vibrador então

Ricardo diz:
Compro sim, e ninguém mais vai ficar me pedindo pilha VIU
A piroca eletrônica vibratória será minha e a pilha gasto eu!

Quero ver depois você chegando todo doce, "ai benhê, me arranja 13 pilhas grandes vai"

Quem mandou você comprar o seu em um sex shop africano..

No meu só vai, 2 pilhas palito. AAA

ta vendo, ta me atrapalhando de novo

Paty (A Japa) diz:
Não adianta fugir da briga não. Vc sempre faz a mesma coisa... Foge mesmo! Agora quem vai sou eu!!!!
Tá?

Ricardo diz:
Você aparece armada, fujo mesmo... Tomar tiro de mulher loca, eu não!
TPM Maldita! Acaba com a minha vida. Todo mês eu desvio de bala

Paty (A Japa) diz:
A minha TPM não tem comparação com a sua TPM
Minha mãe bem que falou...

Alias... se vc não usa cueca...

O que tava fazendo uma cueca GGG de baixo da nossa cama outro dia?!

Ricardo diz:
Era do cara que instalou a NET. Você não reparou que temos o pacote Premium pagando 10 reais por mês?

Eu me mato pela minha família e ninguém reconhece!!!! Mal agradecida

Você que transa com o padeiro por um donuts, 1!!!!! Nem trás pra família um sonho ou uma baguete. Donut, Paty...

Paty (A Japa) diz:
Ri eu tenho q ir de verdade.
Vou salvar essa conversa.

Os Vícios do Stress

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Eu sempre fui uma pessoa muito agitada, com dificuldade para controlar tanta energia. Nasci assim. Nunca precisei tomar drogas para ficar ligadona durante horas a fio. Fico fácil na maior pilha por mais de 24hrs sem dormir. Contando que não haja intervalos. Pois na primeira pausa, já era. Baterias descarregadas e, eu já praticamente não existo mais. É o maior pique o dia inteiro, hiperatividade, mas quando o cansaço bate, parece que o diabo levou a minha alma e não existe santo que consegue me levantar de novo.

Meu pai conta que quando pequena, eu ficava sempre em casa, trancada, sem muito espaço para brincar. Ele diz que, lá pelos meus dois anos, fui pela primeira vez buscar minha irmã mais velha no colégio. Meu pai me deixou solta no pátio da escola e como nunca tinha visto um espaço tão grande, comecei a correr em círculos freneticamente. Energia acumulada por 2 anos, uma bomba.

Acho que por isso, fiz de tudo no mundo, como boa paulistana de nascença que nunca pode brincar na rua, para não deixar a minha mãe louca, da-lhe atividade para a criança fazer. Fiz natação, inglês, Kumon, joguei beisebol, aula de teclado, de pintura, karatê, além das aulas de apoio da escola.

Resumidamente, eu sou uma pessoa ansiosa que quando não libera energia, mais as tensões da vida de gente grande, fica uma pilha. Stress.

Partindo daí, no horário do almoço juntamos os “nerds” de SEO e de desenvolvimento, e fizemos uma análise dos níveis de stress de uma pessoa. Na verdade foi mais uma listagem dos vícios que pessoas assim costumam usar para liberar a energia atômica que extravasa pelas mãos.

Tudo começa nas mãos. Alguma coisa tem de ser feita com elas. Bater palma, estalar os dedos, escrever... Roer unhas. O primeiro sintoma que a criança demonstra. Roer unhas até sangrar. Hábito infantil e feio... “muito feio” (mãe dando tapas nas mãos da criança com o dedo na boca).

Uma vez reprimido o impulso de roer unhas, traumas de infância que faz com que as crianças tenham pesadelos nos quais suas mães dão tapas e colocam pimenta nas mãos dos pequenos ansiosos... Já adolescentes os vícios vão mudando de forma. Ainda em formato “cilíndrico”... Vício número 2:

O Cigarro. Hábito desprezível que dá câncer de pulmão nos fumantes e nos não fumantes. Abaixa a pressão e derruba os ansiosos. O bom é que os ansiosos podem morrer antes. Será uma raça extinta.

Já na “maturidade” (entre aspas, neh? Que quem sempre funciona assim mais, o mundo já era mesmo), com as unhas bem feitas e a imagem da Audrey Hepburn, linda, em “Bonequinha de Luxo” com uma cigarrilha na mão... Vício número 3:

Sexo. Sexo é um bom vício. É exercício saudável, trabalha todos os músculos do corpo, você ainda pode gritar e bater. Perfeito para descontar o stress. O problema é que sexo é problema e pode gerar stress além de que, quando não muito bem feito, os ansiosos podem correr o risco de voltar para o vício número 3.

Por isso, existe o último vício. O melhor e mais saudável de todos os vícios. Aquele que promete acabar com todos os outros. Vício número 4:

SEXO SELVAGEM LOUCAMENTE SEM COMPROMETIMENTO. O nome diz tudo. O problema de correr o risco do sexo meia boca foi resolvido com o “selvagem loucamente” e a parte do problema foi resolvida com “sem comprometimento”. Sem mais explicações. Aos ansiosos e não ansiosos, desejo SEXO SELVAGEM LOUCAMENTE SEM COMPROMETIMENTO.

Noites de Cabíria

segunda-feira, 16 de março de 2009

Giulietta Masina - Cabiria

Uma vez estava conversando com um cara que fazia malabares num semáforo em uma travessa da Paulista (é eu converso com pessoas aleatórias no meio da rua), ele ficava vestido de palhaço todos os dias no mesmo farol. Só de chegar perto senti o peso da energia dele cair nos meus ombros e me fazer um pouco mais angustiada. Contava que, um dia antes, o namorado com quem morava, havia acabado de fugir de casa com todo o dinheiro e até suas roupas. Eu pensei: “tão Cabíria”. Nunca mais vi o cara. Pode ter acontecido uma infinidade de coisas, boas, espero, mas duvido.

Noites de Cabíria é um filme triste. Não tem como dizer que não é. Conta a história de uma prostituta que acredita encontrar o amor, e exatamente o homem o qual ela pensava ter atendido às suas preces, foge com todo o dinheiro que ela juntou durante anos. Em comum, com a personagem, o “cara do semáforo” além da história, tinha a ingenuidade. Mas, se fosse ele, a personagem principal, o filme passaria outra mensagem e ai, sim eu o consideraria triste.

O bonito do filme é como a ingenuidade dela é tão genuína que, mesmo depois de cada vez que ela se decepciona com alguma pessoa, ou se dá mal em alguma situação, por pior que seja, parece que nada é o suficiente para ela deixar de dar abertura para a possibilidade de coisas boas acontecerem também. O fato é que não é por ter caído e ter sido roubada e traída, que ela vá desistir de continuar tentando ser feliz.

No fim do filme, depois de ser abandonada, mais uma vez, ela anda sem rumo, até dar em uma rua onde está acontecendo uma festa. Enquanto as crianças brincam à sua volta, aos poucos ela volta a sorrir ao mesmo tempo em que a última lágrima cai. Nesta hora a gente sabe que ela está triste, mas vai continuar a viver com a mesma e credibilidade de que o fim pode ser feliz. É onde está a diferença entre o cara do farol e a heroína do Fellini.

Noites de CabíriaEu posso estar enganada, quanto a ele, mas eu falo pelo que eu senti na presença daquela pessoa. A história pode ser exatamente a mesma, mas depende do ângulo de visão da personagem que está vivendo a história. Ou aceita o seu fim triste e deprimente ou tem-se que o que está sentindo agora é agora e não amanhã e vai passar uma hora ou outra.

Imagino, quantas pessoas devem viver as mesmas histórias. De se amar alguém e ser traído pela mesma. E de no fim, fazer parte de um filme muito triste ou de um filme que acaba triste, mas tem um possível final feliz. (é acordei brega hoje)


Trecho do filme

Saudades do Colégio

quarta-feira, 11 de março de 2009

Lembra da época que a vida era colégio, casa, aula de inglês e natação?

As vezes eu quero me transportar para aquele tempo novamente. Quando as únicas preocupações eram inventar novas técnicas de cabular aula e falsificar a assinatura do meu pai para esconder as notaS vermelhas (aliás, ótima história sobre os meses de castigo depois que descobriram as minhas peripécias).

Estudei em um colégio de bairro, pequeno, onde todo mundo conhece todo mundo e os professores sabem da vida de todos. Acho que isso era o que tinha de mais legal, porque os pais dos nossos amigos haviam estudado na mesma escola onde os filhos estudavam, o que criava um clima pessoal e assim fazer coisas erradas parecia mais libertador.

No primeiro ano do colegial ou oitava série (não me lembro, afinal faz tempo... rs), eu fazia parte do centro cívico, e as vezes organizava ações como recolher roupas para a campanha do agasalho e gincanas para as crianças do ensino fundamental. Por isso eu estava sempre em contato com as crianças mais novas, os irmãos dos meus amigos.

Não sei quanto a vocês, mas naquela época, os irmãos dos nossos amigos por mais que a diferença de idade fosse mínina, pareciam que eram infinitamente mais novos e havia um abismo entre uma série e outra. Talvez fosse a diferença entre o ginásio e o colegial, as meninas e meninos do primeiro ano do colegial, sempre pareceram muito mais velhos do que as meninas e meninos da oitava série.

Qual o susto, portanto, quando, depois de alguns anos sem andar pelo bairro, eu me deparo com as mesmas “crianças”, para as quais já organizei gincanas, bebendo no boteco? Quando elas cresceram? E desde quando elas passaram a ter vida própria? Quando elas começaram a namorar? Cheguei a uma conclusão óbvia: To ficando velha!

O estranho é que eu não me sinto velha. E se eu não me sinto velha, por que aquelas crianças não podem continuar crianças? Não é óbvio? Faz sentido? O que me fez começar a pensar...

Quando se está no colégio não se vê a hora de ser “gente grande”. E ser “gente grande” nem é tão legal. Gostava de ficar o dia inteiro andando no bairro, batendo papo na rua, comer cachorro quente depois da aula. Era interessante, como mesmo quando não estava fazendo coisas erradas, meu olhar já estava estrategicamente treinado para identificar o Gol brando do meu pai. Falando assim, parece que eu sempre aprontei muito, mas na verdade, o máximo que já fiz foi pular o muro do parque para cortar caminho para o shopping. Nada super radical. Na época eu me sentia uma fora da lei.

Em 2000, tinha 15 anos, começou a passar na MTV (época de DiskMTV) o programa “20 e poucos anos”, que juntava pessoas de 20 e poucos anos (tóim!) para acompanhar o cotidiano delas. Aquelas pessoas pareciam tão grandes, tão mais velhas e tão bonitas... Eu fazia as contas para as minhas 20 primaveras. 5 anos pareciam eternidades. Eis que desde então, já se passaram 8 anos, e não me sinto nada diferente. O curioso, é que hoje, não me sinto tão mais nova do que quem já chegou à casa dos 30.

Quando formado do colegial, a gente jura não sentir falta do colégio. E a partir de então o tempo passa mais rápido do que o normal. Os verões são mais quentes e os invernos menos frios e justo agora que a gente precisa de férias mais do que nunca – pelo calor e pelo cansaço -, elas não duram mais 3 meses como antes... quando muito, duram 1 mês.

De novo, tudo parece tão óbvio. Todo mundo pensa exatamente a mesma coisa, quanto a isso de ficar velha. E eu não estou reclamando de nada. Gosto de crescer. Mas acho que sinto falta do cachorro quente depois da aula.