
Eu sempre fui uma pessoa muito agitada, com dificuldade para controlar tanta energia. Nasci assim. Nunca precisei tomar drogas para ficar ligadona durante horas a fio. Fico fácil na maior pilha por mais de 24hrs sem dormir. Contando que não haja intervalos. Pois na primeira pausa, já era. Baterias descarregadas e, eu já praticamente não existo mais. É o maior pique o dia inteiro, hiperatividade, mas quando o cansaço bate, parece que o diabo levou a minha alma e não existe santo que consegue me levantar de novo.
Meu pai conta que quando pequena, eu ficava sempre em casa, trancada, sem muito espaço para brincar. Ele diz que, lá pelos meus dois anos, fui pela primeira vez buscar minha irmã mais velha no colégio. Meu pai me deixou solta no pátio da escola e como nunca tinha visto um espaço tão grande, comecei a correr em círculos freneticamente. Energia acumulada por 2 anos, uma bomba.
Acho que por isso, fiz de tudo no mundo, como boa paulistana de nascença que nunca pode brincar na rua, para não deixar a minha mãe louca, da-lhe atividade para a criança fazer. Fiz natação, inglês, Kumon, joguei beisebol, aula de teclado, de pintura, karatê, além das aulas de apoio da escola.
Resumidamente, eu sou uma pessoa ansiosa que quando não libera energia, mais as tensões da vida de gente grande, fica uma pilha. Stress.
Partindo daí, no horário do almoço juntamos os “nerds” de SEO e de desenvolvimento, e fizemos uma análise dos níveis de stress de uma pessoa. Na verdade foi mais uma listagem dos vícios que pessoas assim costumam usar para liberar a energia atômica que extravasa pelas mãos.
Tudo começa nas mãos. Alguma coisa tem de ser feita com elas. Bater palma, estalar os dedos, escrever... Roer unhas. O primeiro sintoma que a criança demonstra. Roer unhas até sangrar. Hábito infantil e feio... “muito feio” (mãe dando tapas nas mãos da criança com o dedo na boca).
Uma vez reprimido o impulso de roer unhas, traumas de infância que faz com que as crianças tenham pesadelos nos quais suas mães dão tapas e colocam pimenta nas mãos dos pequenos ansiosos... Já adolescentes os vícios vão mudando de forma. Ainda em formato “cilíndrico”... Vício número 2:
O Cigarro. Hábito desprezível que dá câncer de pulmão nos fumantes e nos não fumantes. Abaixa a pressão e derruba os ansiosos. O bom é que os ansiosos podem morrer antes. Será uma raça extinta.
Já na “maturidade” (entre aspas, neh? Que quem sempre funciona assim mais, o mundo já era mesmo), com as unhas bem feitas e a imagem da Audrey Hepburn, linda, em “Bonequinha de Luxo” com uma cigarrilha na mão... Vício número 3:
Sexo. Sexo é um bom vício. É exercício saudável, trabalha todos os músculos do corpo, você ainda pode gritar e bater. Perfeito para descontar o stress. O problema é que sexo é problema e pode gerar stress além de que, quando não muito bem feito, os ansiosos podem correr o risco de voltar para o vício número 3.
Por isso, existe o último vício. O melhor e mais saudável de todos os vícios. Aquele que promete acabar com todos os outros. Vício número 4:
SEXO SELVAGEM LOUCAMENTE SEM COMPROMETIMENTO. O nome diz tudo. O problema de correr o risco do sexo meia boca foi resolvido com o “selvagem loucamente” e a parte do problema foi resolvida com “sem comprometimento”. Sem mais explicações. Aos ansiosos e não ansiosos, desejo SEXO SELVAGEM LOUCAMENTE SEM COMPROMETIMENTO.